É no mínimo bizarro e intrigante fazer aniversário.
Ao mesmo tempo que você se dá conta de que passou um ano e que muita coisa mudou desde o ano passado, todo mundo lhe trata bem apesar de você estar se sentindo extremamente mal por não aceitar todas essas mudanças que parecem despencar na sua cabeça como acordar de um sonho.
Talvez seja só isso... um sonho, uma ilusão.
Só a mudança é constante e perpétua.
Que é "excessivo", ou "redundante" para o presente capitalismo global. (Bauman). Pessoas sem função econômica, desnecessárias à economia mundial e aparentemente suspeitas por estarem por fora. Pessoas que emergem dos centros urbanos, bárbaros modernos, prestes a emergir das terras ignotas do além-império. Não há certeza sobre o destino dos não refugados, mas de uma forma, ou de outra a globalização os jogará à obsolescência...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Gênesis Capítulo 21
- Feliz aniversário Mateus! Parabéns!
- PARABÉNS POR QUE? Grande merda conseguir ter nascido, qualquer imbecil consegue, inclusive você!
- PARABÉNS POR QUE? Grande merda conseguir ter nascido, qualquer imbecil consegue, inclusive você!
quinta-feira, 13 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
Humanos Alados
Parecia ser apenas uma noite de sono normal e tranquila como tantas outras.Mas uma inquietação espiritual e racional levou meu sono para longe.Como todo bom ex-sonâmbulo, e atual detentor de constantes insônias, fui arrumar alguam coisa pra fazer até o sono chegar. Se é que ele iria chegar.Iniciei minha sessão bucolismo olhando para arevores da varanda do meu monstro de cimento quando de repente vi duas aves se degladiando.A maior puxava a menor com suas garras e a jogava de cima até ela cair no chão ferida.
O pássaro pequeno com suas azinhas machucadas não vonseguia voar e nem se mecher direito.Após três investidas do pássaro maior, o passaro pequeno caiu fatalmente ferido.O pássaro maior, satisfeito com sua vitória, saiu cantando e deixou o pequeno cadáver no meio da rua.
Aquele corpo insignificante,que não tinha nem o poder de atrapalhar o tráfego ou de mudar a vida de alguém, havia me cativado. E eu desci do conforto da minha insônia para dar um enterro descente aquela pobre criatura.Antes de chegar perto do passarinho vi sua frágil azinha bater e ele começou cantar. Meu coração ficou rapdiante de alegria. Ainda havia esperança daquela pobre criaturinha voltar a voar livre pelo céu. Eu poderia cuidar dele e esperar por sua recuperação da dolorosa peleja.
Quando estava me aproximando vi o vulto do pássaro maior em direção aquela frágil criatura. Sai correndo, mas o maléfico piterodáctilo contemporâneo chegou antes de mim e saiu voando com o pequeno Davi alado, que não iria sobreviver a mais um golpe daquele Golias infernal.Fiquei esperando para ver se podia amortecer a queda e livrar a triste criaturinha das terríveis leis da natureza. Mas o golias alado soltou- o longe demais e não havia mais nenhuma chance de protelar o fim daquele frágil cadáver adiado. Quase chorei ao ver aquele corpo aproximando-se do chão.Mas antes que uma lágrima de emoção podesse escorrer pelo meu rosto o valente Davizinho bateu suas azinhas e saiu voando em direção à sua mão que estava lhe ensinando a voar.
Pela primeira vez fiquei tão feliz por estar enganado. E talvez esse episódio tenha me dado mais lições que qalquer escola.Imaginei seres humanos no lugar daquele frágil filhote e daquela mãe zelosa. Por mais análises teóricas e hipotéticas que alguém preocupado como eu possa fazer... Eles estão só aprendendo a ser livres.
domingo, 2 de março de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lágrimas Celestiais
-Winston in Persona-
Quando a chuva cai suave no chão
E as lágrimas não sustentam-se de emoção
Todos correm para se abrigar
No toldo da insensibilidade
Jovens tolos sem personalidade nem coração
Embriões fascistóides da mais pura discriminação
Podadores da flor da liberdade
Servos fiéis da ditadura da felicidade.
Seres irracionais e maniqueístas
Não compreendem a profundidade da formação do arco-íris da vida.
Desconhecem o porquê
De um sorriso inexistir sem o sofrer
Seguem cegos pelo horizonte da longa caminhada.
E nada sabem.
Sabem a nada.
Quando a chuva cai suave no chão
E as lágrimas não sustentam-se de emoção
Todos correm para se abrigar
No toldo da insensibilidade
Jovens tolos sem personalidade nem coração
Embriões fascistóides da mais pura discriminação
Podadores da flor da liberdade
Servos fiéis da ditadura da felicidade.
Seres irracionais e maniqueístas
Não compreendem a profundidade da formação do arco-íris da vida.
Desconhecem o porquê
De um sorriso inexistir sem o sofrer
Seguem cegos pelo horizonte da longa caminhada.
E nada sabem.
Sabem a nada.
Foneto para uma deusa mortal
-Eurico Rosas-
Desculpe se não consigo entender
Tanta beleza contida em um único ser.
Desculpe se não posso conceber
Tantas virtudes contidas em um ser.
Desculpe, mas não pra pra demonstrar
A alegria incomensurável de te abraçar.
Perdão, mil vezes perdão
Se vivo desgostoso com essa paixão.
Mas não posso pensar em desejar
Um ser vil e animal
Para a mais perfeita criação celetial.
Posso até ser digno de compaixão
Mas nunca do amor da única deusa mortal que conheço.
Até desejava-a no começo
Quando não tinha chegado a maturidade
E desconhecia tua superioridade ante a minha mediocridade de ser inferior.
Mas hoje, vendo meus defeiros e tuas virtudes
Não concebo mais te tocar
Te vejo apenas como a mais perfeita obra do universo
Criada não para se ter
Mas apenas para se admirar.
Desculpe se não consigo entender
Tanta beleza contida em um único ser.
Desculpe se não posso conceber
Tantas virtudes contidas em um ser.
Desculpe, mas não pra pra demonstrar
A alegria incomensurável de te abraçar.
Perdão, mil vezes perdão
Se vivo desgostoso com essa paixão.
Mas não posso pensar em desejar
Um ser vil e animal
Para a mais perfeita criação celetial.
Posso até ser digno de compaixão
Mas nunca do amor da única deusa mortal que conheço.
Até desejava-a no começo
Quando não tinha chegado a maturidade
E desconhecia tua superioridade ante a minha mediocridade de ser inferior.
Mas hoje, vendo meus defeiros e tuas virtudes
Não concebo mais te tocar
Te vejo apenas como a mais perfeita obra do universo
Criada não para se ter
Mas apenas para se admirar.
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